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Um
Elo na Cadeia da Esperança
Benemérito
ofereceu 20 mil contos a uma organização não
governamental que, a semana passada, enviou para Moçambique
uma equipa de cirurgia cardiotorácica dos Hospitais da Universidade
de Coimbra.
(...) Foi naquele dia que
Almeida Roque, um homem que chegou a ser um dos maiores industriais
de cerâmica em Portugal, decidiu transformar-se num elo da
Cadeia da Esperança, que começou a ser construída
há largos meses a partir de Paris, onde um médico
desafiou os colegas de Coimbra, de Genebra e de Londres a erguerem
o projecto do Instituto do Coração. Fê-lo com
a noção exacta da repercussão do seu
gesto diz, como quem entrega um testemunho que passou da mão
de Leitão Marques para a equipa de Manuel Antunes (...)
A Almeida Roque, diz basta-lhe
o poder que o gesto lhe confere, o de neste caso participar, a pedido
dos médicos, numa conferência de imprensa para apelar
a que, na medida das possibilidades, mais gente lhe siga o exemplo.
Mas também não esconde o prazer de influenciar a vida
dos outros.
in Público, 29 de Outubro
de 2001
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